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A COR DA GRATIDÃO

Por Diana Pereira

Quando queremos caracterizar algo de modo a reconhecermos essa mesma coisa no meio de muitas outras que podem até ser similares, utilizamos todo o tipo de características físicas facilmente visíveis e distintivas de um qualquer ser ou objecto. Podemos caracterizar quanto à cor, forma, material de que é feito, cheiro, sabor, som que faz, para o que é utilizado.


Usualmente, é o suficiente para se conseguir distinguir algo. Mas quando passamos para o plano dos pensamentos e das emoções, não é tão fácil assim conseguir caracterizar algo que não se consegue ver, tocar, ouvir ou cheirar.


Esta dificuldade adensa-se ainda mais por não estarmos habituados ou termos sido ensinados a analisar o que sentimos, não sabemos que métodos utilizar para reconhecer ou caracterizar sentimentos e emoções, e, como tal, não reconhecemos os nossos padrões mentais, confundimos o que sentimos e, consequentemente, tomamos más decisões.


Quando avaliamos sentimentos e emoções, temos de deixar para trás todo o tipo de pensamento em relação a algo externo a nós, para passarmos a analisar algo que está bem dentro de nós, que não é estático, nem assume a mesma forma para toda a gente, pois todos nós vivemos e sentimos de modos diferentes.


Temos de criar silêncio para que o importante se faça ouvir, para que, tirando todas as camadas da mente, consigamos perceber o que está escondido da nossa vista. É necessário que estejamos como observadores do turbilhão de pensamentos que passam a todo o instante para conseguirmos saber o que realmente permanece quando todo o turbilhão passa.


Como podemos então caracterizar emoções e sentimentos, já que não podem ser vistos ou tocados?


Os sentimentos podem ser medidos de várias maneiras: pelo modo como nos fazem pensar, agir, pelas memórias que trazem, pelas sensações físicas que provocam em nós, pelas mudanças que operam no nosso íntimo. Eles são a manifestação da nossa alma que assim comunica connosco e com os que nos rodeiam.


Se estivermos abertos a tentar compreendê-las podemos perceber que muitas das nossas reacções, supostamente irreflectidas, têm grandes mensagens por detrás delas, e devem sempre ser tidas em grande conta se queremos evoluir, já que podem dar-nos grandes pistas sobre as razões pelas quais estamos descontentes com a vida que temos, mesmo que, à primeira vista, possamos até nem ter tantas razões assim.


Um bom exercício para começar a tomar consciência do que realmente sentimos será pararmos sempre que nos sentirmos a ficar descontrolados. Por vezes, basta pararmos para pensar o que estamos a sentir, perguntarmo-nos se realmente vale a pena estarmos a dar tanta importância a algo que talvez não seja tão importante assim. A vida é passageira, e também o são as circunstâncias em que vivemos. O que agora é, mais logo pode já não ser.


Um outro exercício é ter uma espécie de diário (que pode ser um caderno ou uma app no telemóvel, já existem imensas disponíveis para esse efeito). Nesse diário, podemos anotar todas as emoções que vamos dando conta que estamos a sentir durante o dia (ou então que nos lembramos de ter sentido ao longo do dia, se criarmos o hábito de escrever sempre ao final do dia), bem como essas emoções e sentimentos foram despertados, que resposta demos a essas emoções, que sensações físicas tivemos em determinado momento e como deveríamos ter respondido nessa ocasião.


Este exercício vai ajudar-nos a estar mais atentos ao que sentimos e a criar uma associação sempre que sentirmos as mesmas coisas, para que, lentamente, consigamos perceber como alterar as nossas respostas usuais para respostas mais positivas para nós e para os que convivem connosco.


Estando mais conscientes e presentes, é muito mais fácil reconhecermos sentimentos positivos como a gratidão, o amor, a compaixão, a empatia, mas também emoções como a raiva, o medo ou o ódio, e mais facilmente conseguirmos semear na nossa mente e no nosso coração sentimentos mais elevados. Não custa nada e sentirá grandes mudanças na maneira como vive.


Muito Amor,



Diana Pereira

Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta

+351 96 581 58 58 / moonlight073@outlook.pt

www.moonlight-terapias.blogspot.com



*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico

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