• Artigos

A FÉ E O AMOR MOVEM MONTANHAS

Por Diana Pereira

Ao longo das nossas vidas é normal perdermos a fé em alturas em que tudo parece correr mal, como se o nosso mundo estivesse completamente virado do avesso.


Sentimos que o Universo/Deus nos abandonou, se esqueceu de nós e que estamos destinados a que tudo corra o oposto do que tínhamos inicialmente planeado, e não tivéssemos o direito a ser feliz.


Estes momentos são sempre um teste à nossa resiliência e à nossa capacidade de manter a fé e de acreditarmos que tudo acontece por uma razão, que o futuro tem ainda muito para nos dar. Estes testes surgem exactamente para notarmos o que temos estado a fazer mal e percebermos que somos os responsáveis de tudo o que nos acontece. Não é um embate para nos deitar ao chão. É um empurrão para nos fazer avançar. O caminho é não perdermos a confiança em nós mesmos, na vida, no Universo, em Deus.


A vida dá-nos mais do que razões para acreditarmos, para termos fé. O ciclo da Lua, por exemplo. O momento em que a Lua não aparece no céu, por estar na fase da Lua Nova, é exactamente quando sabemos que ela começará a ficar cada vez maior de dia para dia, até daí a duas semanas, na Lua Cheia. O mesmo no ciclo anual das estações. O solstício de Inverno, uns dias antes do Natal, é o dia mais curto do ano, mas, ao mesmo tempo, representa a esperança no começo da Primavera e da fertilidade da terra que voltará, em breve, a dar os seus frutos. Existe beleza e amor em toda a parte se estivermos receptivos.


A vida é sempre feita de recomeços e devemos ter a coragem de os implementar conscientemente, sem medos, não cometendo os mesmos erros de antes, mas sem nos prendermos demasiado aos acontecimentos passados.


O que se passou foi num tempo diferente, em circunstâncias diferentes, em que também nós éramos pessoas diferentes. As situações não têm de se repetir só porque já aconteceram no passado, mas devemos agir para que o padrão negativo não se cumpra, fazendo as alterações necessárias. O facto de uma situação se repetir não tem de ser um castigo. É uma nova oportunidade de se aproveitar para se corrigir os erros do passado.


Por vezes, o medo ataca-nos, fazendo-nos duvidar de tudo. O medo pode existir, e não é mau que este exista. Ele impele-nos a lutar pelas coisas, a não dar as coisas como garantidas. Contudo, não podemos deixar que o medo viva a nossa vida por nós, enquanto nos deixamos ficar no papel de meros espectadores. Há alturas em que temos de deixar o medo para trás, fechar os olhos, e simplesmente mandarmo-nos do precipício sem pensar muito.


O amor deve sempre imperar em todos os momentos das nossas vidas. Onde há amor, há fé. Há o acreditar em nós, nos outros, na própria vida. Há um fluir livre. As coisas colocam-se naturalmente no seu devido lugar. Com amor não há barreiras, não pensamos nos “se’s”- se der errado, se não for capaz. Percebemos que tudo acontece como tem de acontecer. Sem arrependimentos, sem ideias pré-concebidas. As coisas são como são, são o que têm de ser, e é isso que as torna especiais. A nosso ver, o Universo pode tardar, mas no momento certo as coisas acontecem como devem acontecer, usualmente da maneira mais inesperada.


Se não nos deixarmos abater, se não baixarmos os braços e desistirmos, se seguirmos sempre o nosso caminho com fé, estamos destinados a grandes feitos, grandes conquistas, grandes alegrias. De cada vez que temos fé, dizemos ao Universo que acreditamos em nós mesmos, que somos capazes e merecedores de grandes bênçãos. E essas bênçãos acabam por chegar até nós.


Quando acreditamos que somos capazes e deixamos para trás todos os medos e inseguranças, somos capazes de mover mundos e fundos para chegarmos onde queremos. Sentimo-nos fortes o suficiente para mover montanhas. Há um sentimento de já se estar completamente realizado quando, na verdade, ainda se está a empreender esforços para se atingir esses objectivos. Mas a certeza da vitória é tanta, que ela estar já materializada, ou ainda não o estar, é um mero pormenor.


Que mantenhamos sempre a fé, que caminhemos sempre com amor nos nossos corações e que ele nos leve onde pertencemos.


Muito Amor,



Diana Pereira

*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico

  • YouTube