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“A RESPONSABILIDADE DE SE ACEITAR TAL COMO É”

Por Diana Pereira

Passamos a vida a fingir ser quem não somos. O nosso maior medo é o de não sermos aceites pelos que nos rodeiam e podermos acabar sozinhos, levando-nos a agir de maneira completamente desajustada com o que naturalmente faríamos se não tivéssemos ninguém a ver, ou a julgar.


Temos medo que os outros descubram quem realmente somos, o que está na nossa essência. Escondemo-nos atrás de falsas opiniões ou escusamo-nos de as dar, obrigamo-nos a gostar de coisas que na verdade não gostamos, não falamos como queremos, não vamos onde queremos, sempre preocupados com a opinião alheia que pode não aprovar, não nos aceitar e nos excluir, nos colocar de lado.


A verdade é que quem vive a vida pelas regras dos outros, nunca conseguirá ser feliz. Nunca viverá realmente. Cada um de nós tem gostos, opiniões, personalidades, missões e caminhos diferentes dos demais. Podemos e devemos ouvir o que nos dizem, inspirar-nos em quem já passou por caminhos tortuosos como modo de aprendermos como superar os nossos próprios obstáculos e ganharmos força renovada para lutarmos a nossa própria luta. Mas nunca devemos deixar que a nossa vida seja vivida pelos outros, nunca devemos anular-nos para que a vontade alheia seja indiscutivelmente prevalente em qualquer situação. Devemos sempre ouvir e avaliar, questionar e sentir.


Acontece que aqueles a quem queremos agradar também não foram aceites por quem eram, também não se aceitam, e, por isso, não nos aceitam a nós, o que leva a um círculo vicioso se não soubermos actuar para o parar em nós. É necessário também que tenhamos a plena consciência que quanto mais formos rebeldes e irredutíveis em demonstrar quem realmente somos, sem barreiras, mais os outros estarão contra as nossas acções. Faremos sempre lembrar o que queriam ser capazes de fazer, mas não fazem por medo, fazendo-os sentirem-se inferiores pela falta de coragem.


Deprimimos por não sermos aceites pelos outros, quando nem nós mesmos nos aceitamos. E tudo começa exactamente aí. Tudo começa por nos aceitarmos a nós mesmos. Só quem se aceita consegue ter a força de fazer o que lhe apetece, agir de acordo com o que a sua alma dita, sem ter medo do que os outros poderão pensar ou dizer. Só quem se aceita consegue ganhar o respeito dos demais, e até, eventualmente, dar-lhes a força de que necessitam para se libertarem das suas próprias amarras, ou seja, podemos também nós inspirar os que nos rodeiam.


O caminho da aceitação não é, no entanto, um caminho simples e fácil, mas é, sem dúvida, um caminho que vale completamente o esforço e é necessário à nossa evolução. Pode doer, pode custar, mas no fim valerá a pena. A sensação de liberdade e de se viver de acordo com o seu verdadeiro “eu” é algo que não tem preço.


Haverá com toda a certeza imensas coisas das quais não gostará em si mesmo, mas quantas dessas coisas que não aceita em si mesmo não são por tudo o que foi ouvindo desde que nasceu? Tudo o que lhe disseram que era mau, mesmo que assim não fosse verdadeiramente?


O caminho é mergulhar na sua sombra para que se possa fazer luz. Comece por aceitar as suas imperfeições, e assim conseguirá ver que existem características da perfeição em si. Nunca conseguirá transformar, transmutar, aquilo que não aceita. Só aceitando os seus defeitos os conseguirá transformar em vantagens e até em qualidades. Tudo dependerá do uso que der às suas características. Ser teimoso poderá ser negativo se o usar para se impor aos que o rodeiam sem que os deixe expressarem-se, mas poderá ser positivo se utilizar a sua teimosia para não desistir quando tudo parece dar errado.


Oiça-se e não deixe que ninguém tape a sua luz, muito menos que esse alguém seja você mesmo.


Muito Amor,



Diana Pereira

Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta

+351 96 581 58 58 / moonlight073@outlook.pt

www.moonlight-terapias.blogspot.com

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