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AMAR É SER LIVRE!

Por Ana Guerra

“Um sentimento puro que invade o coração e transforma a vida. Não aceita controle, não mede esforços e é incondicional. Cura doenças, perdoa, lava a alma! Faz ver as estrelas em plena luz do dia... Invade os nossos pensamentos e é pura luz!


Se nos fixarmos no momento presente, no "aqui e agora", podemos captar a beleza da existência divina na vida diária. Perceber as "nuances", com a intuição dando toques sutis do que a nossa essência pede. Não o ego, aquela parte nossa que clama por aplausos, status e bens materiais. Mesmo porque não levaremos nada daqui, só o nosso autoconhecimento. Descobrir o caminho do meio, alcançando o equilíbrio e bem-estar. Despertar a voz interior.


Tudo isto exige coragem para enfrentar mudanças. Encarar a vida de frente, sem entrar em atalhos. Sem preconceitos e julgamentos. Se seguirmos a voz do coração, a Lei da Sincronicidade invade a alma. Faz aparecer a pessoa com a informação que precisamos, no momento certo e no local exato. Sermos coerentes com o nosso eu interior exige sinceridade.


Se doenças ou adversidades aparecem a todo momento, isto significa que não estamos seguindo o fluxo do destino. Sentimentos não têm explicação, não adianta forçarmos a barra. Por exemplo: se é apenas amizade, podemos até tapar o sol com a peneira, nos enganarmos durante um certo tempo, mas não vira amor...


No amor não há cobranças, a confiança é total. Ninguém é dono de ninguém! Ciúmes, dependência, mentiras, necessidade de um terceiro(a) indicam que o relacionamento está frágil. Sofrimentos, inseguranças não fazem parte desta história. Vinganças não levam à nada. Tudo são experiências e vivências...


Quanto mais amor incondicional você distribuir, pela Lei da Ação e Reação, mais você recebe! Faça as coisas sem segundas intenções, só pela generosidade da alma. Veja o lado positivo das coisas. Absorva estes conceitos de coração e não da boca para fora. Tenha gratidão por tudo de bom que a vida proporciona a você!


A vida é maravilhosa sob todos os aspectos. Dizem que nada é por acaso, e nada acontece sem que tenhamos a capacidade de resolver! Tudo já foi combinado no astral e vale a pena curtir intensamente as mudanças. É na crise, no caos, que vem a transformação... Para que possamos crescer como seres humanos e valorizar cada vez mais o Amor...” - Mon Liu


Este é um texto que nos elucida de forma simples o que é viver o AMOR no nosso dia-a-dia.


Aprender a viver o AMOR, desta forma, é uma aprendizagem possível, apesar de escutarmos que não é possível “controlar” o que se sente. Efectivamente, não se controla, e nem tem de se controlar o que se sente. As nossas emoções gerem-se: esse é o segredo.


Antes de falar sobre a gestão das emoções, vou debruçar-me um pouco sobre os conceitos subjacentes no texto.


Geralmente, usa-se a palavra Amor quando nos queremos referir a um sentimento que nutrimos por outro em diferentes relações. No entanto, a autora quer referir algo, que ultrapassa um “simples sentimento”. Neste momento não me expandirei e refiro-me somente ao conceito de AMOR – a aceitação incondicional de nós próprios e do outro; aprendizagem principal da vinda do ser humano ao planeta Terra.


Os seres humanos tendem a identificar o que sentem pela sua intensidade, como um amor para ser vivido a dois de forma amorosa, direi assim; na maior parte das vezes esquecendo, amiúde, outras variáveis tais como a carência, uma vida passada, as suas necessidades (aquilo em que acreditam que precisam), a amizade.


No entanto, retornemos ao Amor... Partindo do pressuposto que Amor é a aceitação incondicional, a necessidade de mencionar – amor incondicional – surge de que forma? Ora, se está subjacente ao conceito que é incondicional, não é relevante referi-lo.


Da mesma forma, surge a questão: existe amor condicional? Não?! Então, qual a razão de amor incondicional?


Ora, aprendemos que as palavras têm força e poder, e que também é importante sermos claros no que transmitimos... Estamos a ser claros, principalmente para nós, quando dizemos amor incondicional? Achamos que estamos a “ser bonitos” no que dizemos ao outro, e acreditamos que assim recebemos o amor, que tanto acreditamos precisar.


Questão: quando dizemos a alguém: amo-te, temos a certeza do que afirmamos?


Acreditamos que sim. Acreditamos que o fazemos sentir bem e também nos sentimos.

Amar é aceitar o outro sem condições? Surgem muitas dúvidas, quando esta questão é levantada. Seja em que relação for, os seres humanos ainda, têm muita dificuldade em aceitar o outro, exactamente como ele é. Existe sempre uma vontade de mudar algumas características. Acreditar que o outro (ou em nós mesmos) pode transformar-se num ser melhor é uma escolha e decisão próprias.


Ora, quando acreditamos que uma relação seria melhor se o outro mudasse... Aprendemos que resulta, geralmente, em discordância e desequilíbrio. Com certeza que o outro também, deseja que mudemos algumas características em nós mesmos. Fazêmo-lo?


É comum exigir do outro o que não fazemos connosco – “faz o que digo, não faças o que eu faço”. É incoerente, um facto! É um comportamento adquirido, que nos é transmitido desde a nascença.


Ora, aceitar o outro ou a nós mesmos, é uma aprendizagem.


Outra questão, que costumam levantar, é:  aceitar incondicionalmente, é aceitar tudo no outro? Usualmente, confunde-se aceitar com concordar. Aceitar sem condições é isso mesmo: aceitar.


Aceitar o outro é permitir, que ele seja quem é; aprender a amar o outro é isso mesmo. Se constatamos, que o outro tem demasiadas características não agradáveis, podemos parar e perguntarmo-nos: queremos acreditar que o amamos? Ou amamos mesmo? O que foi que nos seduziu no outro? O que nos agradou? Que afinidades temos em comum?


Através desta reflexão – ser assertivo – podemos aprender a amarmo-nos, e por conseguinte a amar o outro. Provavelmente, o que nos atraiu foi algo muito físico, uma amizade com rosto de paixão? Acreditamos amar e o tipo de relação que escolhemos viver, ser a via menos gratificante, por que é que nos parece um “amor”? Podemos descobrir, que é uma relação para ser vivida como uma amizade, ou nem isso.


Voltando um pouco atrás, quando se refere, que é um amor incondicional, esta necessidade baseia-se no facto de as pessoas “amarem” condicionalmente, e têm de dizer a si mesmas que é incondicional. Assim, como se parte do pressuposto que 'amor de mãe” é incondicional. Perdoem-me por contradizer, no entanto, os factos revelam que maioritariamente não é vivido dessa forma.


As mães são muito possessivas. Por ex.: no Amor existe possessividade? Possessividade está abraçado a egoísmo. Ora, é uma combinação pouco expressiva de Amor. Amor é uma troca que se aprende a viver. Habitualmente, espera-se algo do outro. Outra variável característica da forma como é vivida a relação: com expectativas (porque se foi habituado a viver com elas acreditando que sem elas não é possível viver; à frente falaremos desta variável).


Quando se espera algo, a troca dilui-se transformando-se numa expectativa. Como é viver uma troca? Uma troca é a vivência de dar e receber. Permitir ao outro de dar, é receber; receber e dar, sem expectativa e sem condição, acaba por ser o mesmo. Como? Receber é a permissão, que damos ao outro de dar, constituindo uma demonstração de dar da nossa parte.


Dar e receber, quando feito com respeito é viver o Amor; se o egoísmo é a veste que cobre o nosso comportamento, é provável que o sentimento seja outro, logo os frutos serão diferentes do que se espera.


“Um sentimento puro que invade o coração e transforma a vida” - o que significa?

Sentimento puro... As pessoas são ensinadas, desde tenra idade, que existe o puro e impuro = bom e mau.


Um novo paradigma tem sido transmitido nos últimos anos: a de que a nossa caminhada tem um rosto diferente, o de não ser vivida constantemente entre o bem e o mal, o certo e errado; a nova perspectiva reside na descoberta da aprendizagem na construção da Verdade individual, a que nos guia e faz sentido.


O que temos a aprender de modo a evoluir

A aventura nos desafios (em vez de problemas), que são os obstáculos, adversidades.

Encará-los com este rosto, transforma a nossa emoção perante os mesmos, vivendo-os com entrega, alegria e vontade de aprender. Contrastando com a forma habitual de pesar, desamor, desgraça, culpa ou mesmo azar...



Ana Guerra

Terapeuta Holística - Magnified Healing

Email: sonhodumavida@gmail.com

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