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APRENDER A SER LIVRE É UMA PONTE PARA APRENDER A AMAR

Por Ana Guerra

Poderíamos falar muito sobre Liberdade, Amor, tudo o que nos move e desejamos para nós e para quem amamos.


Nascemos, crescemos e ficamos, supostamente, adultos sempre com um pano de fundo: amar e ser amado. Tudo o que fazemos, pensamos, sentimos, está directamente relacionado com as nossas emoções e o fulcro delas é o Amor.


O que cada ser apreende como Amor é variável segundo aquilo que guarda, para si, como crença e irá determinar todo o seu comportamento.


Quem sou eu? - é a pergunta que cada ser faz quando se encontra sem rumo. Outras questões: O que estou aqui a fazer? Por que vivo? O que quero para mim? O que posso fazer para ser feliz? E, tantas outras que se afloram à mente e que gerem a motivação de cada passo. Como descobrir o caminho que me faz sentir melhor? Cresci na dualidade do certo/errado, bom/mau, bonito/feio; como sei que preciso de ser desta forma?


A realidade do ser humano gira em torno disto, tenha consciência ou não. Viver e sobreviver é um dilema com que alguns seres humanos se deparam; outros nem se apercebem, logo a sua consciência encontra-se em dimensões diferentes. Não faz mal, por que “no fundo” cada um procura o melhor para si (homeostasia); esse comportamento é inato em qualquer ser vivo no planeta Terra.


Após o encontro consigo, cada ser inicia uma caminhada mais tranquila e equilibrada, mesmo que seja o início da sua transformação. Consegue encontrar estratégias, meios, ferramentas, que o ajudam a viver com mais segurança, confiança. Isso contribui para a sua metamorfose e garante uma paz que resulta na sua liberdade.


Ao vivermos em liberdade, aprendemos a ser responsáveis e despimo-nos da culpa com que crescemos e fomos educados. Os seres humanos quando nascem é suposto desconhecerem-na, de forma consciente. Adquirem esta atitude enquanto se desenvolvem e vivem num ambiente onde os outros seres vivem a culpa; é uma herança. Podemos escolher vivê-la ou não – hoje sabemos disso. Eu sou responsável e não culpada.


Aprender a ser livre é uma ponte para aprender a amar.


Ao partir do pressuposto de que Amar é a aceitação incondicional de si mesmo e do outro, então, ao começar a dar os primeiros passos para ser responsável>livre, a forma como construo os meus pensamentos está directamente relacionada com isso.


Vejo-me, e ao outro, de um modo mais seguro, coerente, confiante e, sem dúvida, assertivo. Com estas ferramentas edifico um ser melhor e mais feliz, porquanto sentir-me em harmonia é algo que me faz sorrir, todos os dias. E, isso facilita o hábito de sorrir para o outro. Ajuda a trazer, até a mim, tudo o que eu acredito. Vivo em sintonia com frequências que me trazem motivação, satisfação, realização, força para continuar a viver todas as adversidades (que não passam de lições que são adjacentes ao caminho terreno) com ânimo, coragem, vitalidade.


A fluidez com que aprendi a viver (em vez de desejar controlar por ser um sinónimo de segurança) traz-me uma serenidade que é imprescindível para conseguir chegar ao cume da montanha. Essa alegria ajuda-me a viver a aventura de aceitar o outro, uma vez que já comecei a viver isso em mim.


Se continuar a usar as ferramentas que me quiseram dar, descubro que continuo a ver as mesmas paisagens. Que são incolores, sem perfume, insonssas, sem musicalidade e afectividade. Como posso viver sem os meus sentidos? Sem as emoções que me caracterizam? Sem a percepção do outro e da sua relação comigo? A revelação de que preciso mudar para encontrar o que desejo/quero para mim é demasiada clara para a ignorar.


A partir daqui, foco-me em mim, e nos objectivos que delineei para mim. São construções móveis, condescendentes, flexíveis e, desse modo, encontro as soluções de forma fluente. Permanece uma gratificação que funciona como motor evolutivo dos meus sonhos.


Aceitar-me surge como uma espontânea “árvore” que me traz as raízes com que me suporto, as ramagens que me fazem sentir o vento e, por conseguinte, voar com ele, e garanto todas as razões/motivos para permanecer na minha contínua aventura – viver a minha vida!


Tudo o que dei a mim, beneficio e também os que amo e escolhi viver, conviver. As minhas criações transportam uma vitória que me faz querer caminhar em qualquer trilho, porque tenho a certeza que me trarão frutos deliciosos.


Uma caminhada terrena não é linear, no entanto, é vivida e absorvida como escolhemos fazê-lo. Costumamos escutar, de alguns seres humanos “diferentes” que a sabedoria é “saber viver no lugar de viver”.


Escutarmo-nos é um passo que podemos decidir executar. Alguns humanos dizem que é utopia termos certezas. No entanto, a experiência de alguns, cujo testemunho, legado, fica registado, garante-nos que isso é possível. Logo, elas existem para quem acredita em si mesmo.


Deixo-vos a minha palma estendida e para os que desejam voar, criar raízes e ter motivos para ficar.




Ana Guerra

Terapeuta Holística - Magnified Healing

Email: sonhodumavida@gmail.com

Facebook: Sonho de Uma Vida

sonhodumavida.blogspot.pt



*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico


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