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ENTREVISTA A DORINDA RODRIGUES


O RODS Institute está a marcar o seu espaço no âmbito do desenvolvimento pessoal e das terapias, na qual se tem vindo a destacar a TFT (Thought Field Therapy). Resumidamente, como podemos explicar de um modo simples que terapia é esta?


Habitualmente comparamos a TFT a uma acupunctura sem agulhas, mas trata-se sobretudo de uma técnica de libertação emocional. Todos os sintomas que se manifestam na parte física têm origem na vertente emocional. É claro que precisamos sempre de tratar a parte física, nunca a devemos descurar, antes pelo contrário. Ainda assim, é na origem que conseguimos resolver o problema de uma forma total e definitiva, precisamente porque trabalhamos a parte emocional.



A Dorinda Rodrigues é quase uma “Guardiã” da TFT em Portugal, tendo sido uma das primeiras pessoas a trazer esta terapia para o nosso país. Conte-nos um pouco dessa história.

A TFT veio até mim graças à minha curiosidade. Fiz parte de um clube onde conheci uma pessoa que já praticava TFT, ele que ainda hoje é o meu mentor,  e logo despertou-me alguma curiosidade, perguntava “O que será?”. Decidi inscrever-me como formanda no primeiro nível da TFT e fiquei impressionada com os resultados da TFT. Testemunhei nesse momento a transformação das pessoas, pessoas com problemas a tratar e com efeito imediato. Isso fez aumentar em mim o sentimento de curiosidade.


E como surgiu a ideia de trazer a TFT para Portugal?

Acabei por trazer para Portugal a TFT essencialmente por motivos familiares, nomeadamente pelos meus netos, em especial pela minha netinha. Na altura estava em França e quando vinha a Portugal ela não via mais nada a não ser a avó, mas depois, quando estava fora ela recusava falar comigo via Skype e isso motivou-me mais do que tudo a regressar de vez a Portugal. Posteriormente, em conversa com Joanne Callahan, a responsável pela atribuição de licenças para formação em TFT, acabei por saber que iriam ser atribuídas licenças em Portugal. Neste momento, somos duas pessoas com licença a partir do 2ºNível, eu e o João Moura.


O que torna a Dorinda Rodrigues única naquilo que faz enquanto terapeuta TFT certificada?

O que me torna única é o facto de, ao longo de todo o meu percurso profissional, ter experimentado diversas técnicas até ter chegado finalmente aquela com que me identifiquei e aquela que traz mais resultados, que é a TFT. O que eu faço é ir buscar um pouco de cada técnica em prol de quem estou tratar. Posso dar como exemplo a utilização que faço da formação e experiência que tenho em PNL (Programação Neuro-Lingustíca), onde se recria durante o tratamento, a linha do tempo do paciente. A utilização da PNL vai permitir-me identificar a real origem do problema da pessoa, e não a dor imediata que é sentida no momento. Assim torna-se mais fácil e eficiente aplicar a TFT porque estamos a atacar a verdadeira origem.


E neste momento o seu foco é em preparar um corpo de pessoas habilitadas a ministrar a TFT…

Precisamente. O meu foco neste momento não é o de tratar outras pessoas, embora o faça, mas sim partilhar a técnica, de modo a que haja cada vez mais pessoas a fazer este tipo de terapia.


E com quem pretende partilhar esta formação? Ou seja, por outras palavras, a quem deve interessar a formação em TFT?

Para mim, todo o corpo médico devia saber esta técnica. Bem sei que há alguma resistência, mas estou certa que, hoje em dia, enfermeiros, auxiliares, no fundo pessoas que se ocupem ou cuidem de outras pessoas com problemas de saúde, deviam conhecer esta técnica. Se imaginarmos o exemplo de um hospital e pensarmos que o médico não poder estar constantemente ao lado do paciente, depois os enfermeiros muitas vezes não sabem que medicação podem ministrar perante uma alteração do quadro clínico, facilmente percebemos a utilidade da TFT. Se já a conhecessem podiam, por exemplo, com uns pequenos toques aliviar a dor de quem sofre. Se formos mais abrangentes podemos pensar também em cuidadores, que tenham a seu cuidado em casa doentes acamados. Por vezes, enquanto se espera pela chegada de um médico ou de um enfermeiro, a dor pode ser aliviada de uma forma fácil e com resultados quase imediatos, em 2 / 3 minutos.


Estamos a poucos dias de chegar a 2019. O RODS Institute tem como missão ajudar as pessoas a descobrir e trilhar um caminho de sucesso para as suas vidas. Para quem nos lê, o que podemos fazer em 2019 para trilharmos esse caminho?

Costumo dizer que, para se ter uma vida diferente da que se tem hoje tem que, por certo, fazer-se algo diferente. O quê? Por exemplo, se eu tenho um objetivo e ainda não o cumpri eu devo procurar coisas diferentes, pessoas diferentes ou ideias diferentes… algo de novo que me ajude a chegar ao meu objetivo. Por isso em 2019 é fazer diferente para ter resultados diferentes e avançar rumo à concretização do sonho.



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