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LIBERTE-SE DO SEU VELHO “EU”

Por Diana Pereira

Nós, humanos, não somos nem mais, nem menos, do que os répteis. Por vezes, precisamos de mudar a nossa pele para que uma nova pele possa crescer, completamente renovada. O nosso ser começa a sentir-se pequeno e enclausurado dentro de nós, o espaço que tem já não lhe chega para se mostrar ao mundo e para poder crescer ainda mais.


É necessário deitar fora o que já não serve para se construir algo totalmente novo e que mostre o nosso novo eu.


A grande maioria de nós apega-se à sua velha pele, à sua carapaça de sempre, fazendo lembrar a avestruz que enterra a cabeça na areia. Seja por medo de se ser ou fazer diferente, por medo que os outros não aceitem a nova pele ou por medo de se ficar vulnerável sem ela, não a largamos nem por um segundo, não aceitamos, sequer, que nos digam que temos de ser de outra maneira.


Ficamos parados no tempo, sem evoluir, parados num tempo que não é o nosso, mas que queremos agarrar com unhas e dentes. A vida passa por nós, em constante mudança, e nós mantemo-nos imutáveis, estáticos, sem vida.


A queda desta pele é muito importante no nosso processo de vida, na nossa evolução pessoal. Ela pode ocorrer consciente ou inconscientemente, e ocorre em vários momentos das nossas vidas por força das circunstâncias, embora em alguns casos esta pele crie calos e zonas rígidas cada vez mais inflexíveis com alguns acontecimentos nas nossas vidas, quando o que deveríamos era deixá-la cair. Podemos, e devemos, aliás, fazê-la cair regularmente, soltarmo-nos dela conscientemente.


Através da nossa auto-reflexão torna-se um hábito procurar constantemente pelas nossas características menos positivas, que travam a nossa evolução pessoal. Seja o nosso mau-feitio, a nossa intolerância, a nossa teimosia ou as barreiras que, constantemente, colocamos no nosso contacto com os que nos rodeiam, a constante necessidade de agradar os outros, de tratar dos outros esquecendo de nós mesmos, de descarregar nos outros as nossas frustrações, e a lista continuaria indefinidamente.


Todas estas características que nos são nocivas, assim como aos que connosco convivem, devem ser deixadas para trás, aos poucos, ao nosso ritmo. E, ao contrário do que se possa pensar, não é por deixar estas características para trás que vai deixar de ser você mesmo, bem pelo contrário. Questione-se quantas vezes estas tentativas de camuflagem o impediram de se mostrar e de viver tal como realmente é na sua essência.


Não tem, sequer, de sentir medo da opinião alheia ou medo de ficar vulnerável aos outros. A crítica e ataques dos outros fazem parte da pele antiga e desgastada que também eles trazem a pesar-lhes no corpo. Não sinta medo dos outros, sinta compaixão. Afinal de contas, estamos todos no mesmo barco a remar no mesmo sentido, ainda que alguns de nós tentemos remar no sentido contrário à corrente.


A evolução é inevitável, é esse o nosso trabalho na Terra. Abracemos a mudança e olhemos para ela com outros olhos.


Liberte-se dos velhos padrões e abra-se para todo um mundo de possibilidades. Não tenha medo de mudar. Novos pensamentos e emoções vão atrair novas oportunidades, novas situações. Se quiser mudar o mundo à sua volta, comece por si mesmo.



Muito Amor,



Diana Pereira Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta +351 96 581 58 58 / moonlight073@outlook.pt www.moonlight-terapias.blogspot.com



*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico

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