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NÃO DEIXE QUE DITEM O RUMO DA SUA VIDA

Por Joana Vasconcelos

Cada um de nós tem a sua própria personalidade e interesses. Se fossemos todos iguais, que piada teria o Mundo? Nem todos temos vocação para seguir as profissões ditas “normais”, como médico, advogado, engenheiro, enfermeiro, etc. É preciso diversidade para que a sociedade evolua.


E é nessa diversidade que entram as medicinas complementares, alternativas ou holísticas. Mas, vá-se lá entender porquê, esta escolha de vida ainda é vista, de certa forma, como “anormal” e fora do comum. É olhada de lado e as pessoas que a praticam e dedicam a sua vida em prol dos outros, consideradas “diferentes” das restantes.


Porquê? Que sentido faz isto? Que sentido faz conhecermos alguém e dizermos que trabalhamos com o mundo holístico, espiritual ou com medicinas alternativas e sermos olhados de forma diferente e bombardeados com perguntas, às vezes, sem qualquer sentido?


E o pior é quando esses olhares e perguntas vêm de quem nos é mais próximo. De quem esperamos apoio. De quem amamos, seja família, amigos ou um/a companheiro/a.

Porque é, muitas vezes, o apoio dessas pessoas que procuramos quando decidimos mudar a nossa vida radicalmente, seguir o nosso sonho, por muito estranho que possa parecer aos olhos dos outros. E amar alguém é isso mesmo, deixar que tome as suas próprias escolhas, mesmo que não fossem as que nós tomaríamos.


Por exemplo, é normal os pais quererem o melhor para os seus filhos, quererem que sejam bem-sucedidos, tenham uma vida melhor que a deles, mas, muitas vezes, criam demasiadas expetativas e quase obrigam os filhos a seguir o rumo que lhes destinaram.

Mas cada um de nós tem o direito e dever de seguir o seu próprio rumo. Por mais diferente que seja daquele que sonharam para nós.


O mesmo se passa quando dividimos a vida com alguém. Por vezes, abdicamos de algo que sonhamos ou queremos para a nossa vida porque a outra pessoa não concorda, não apoia ou, simplesmente, atrapalha os seus planos. E isso é errado.


Temos de aceitar a individualidade de cada um.


O que implica aceitar as suas escolhas, caminhos e desvios sem questionar o porquê. Ninguém acerta à primeira, é preciso errar até chegar ao destino. E se cairmos, levantarmo-nos de novo. Só assim podemos aprender e saber se estamos a seguir o nosso destino.


É normal haver dúvidas, principalmente quando vamos “contra a maré”, mas são essas dúvidas que, no final, nos dão as certezas. E ter o apoio daqueles que amamos, é fundamental para não desistirmos à primeira tentativa.


A partir do momento que encontramos o nosso caminho, que sabemos ou sentimos que estamos no rumo certo, que nos encontramos enquanto ser individual, nada nem ninguém tem o direito de nos reter.


Aqueles que nos amam, deviam ser os primeiros a apoiar-nos e a dar-nos coragem para seguir os nossos sonhos. Mas, infelizmente, nem sempre é assim. Contudo, não devemos nunca desistir do que sabemos ser o correto para nós.


Como dizia Dalai Lama, “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar, motivos para ficar”. Esta frase diz tudo. Quem ama dá espaço para que a outra pessoa siga o seu próprio caminho, sem a condicionar nem julgar. Por muito que ache errado, quem ama deve sempre entender a perspetiva do outro e entender que cada um tem os seus gostos e interesses muito pessoais.


Porque, ao fazer isso, estamos a criar laços, estamos a ser compreensivos e a dar motivos para que as pessoas fiquem do nosso lado, nos procurem e sintam que podem confiar em nós.


Caso contrário, o que irá acontecer, na maioria, senão na totalidade dos casos, é que quem se sente julgado ou olhado de lado irá afastar-se e continuar o seu caminho sem contar mais com aquela pessoa. Ou pior, desistir dos seus sonhos para agradar o outro.

A felicidade do outro é a nossa felicidade. Se fizemos os que amamos felizes, somos felizes. Se os condicionamos, travamos, julgamos ou condenamos pelas suas escolhas de vida, nunca poderemos ser, verdadeiramente, felizes, porque essas pessoas também nunca o serão. Pelo menos, junto de nós.


Por isso, dê a quem ama “asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”. Dê a quem ama a liberdade, a oportunidade e o apoio que gostaria de ter. Deixe que cada um decida o seu próprio rumo pois nunca se sabe onde o caminho nos poderá levar.



Joana Vasconcelos

Terapeuta de Reiki

http://apequenareikiana.blogs.sapo.pt/

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