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O CONFRONTO CONSTANTE CONNOSCO PRÓPRIOS

Por Andreia Rego

Desde que me lembro, que me deparo com vários confrontos internos das pessoas que me rodeiam e da minha pessoa também.


Nós, seres de raça humana, temos características gerais listadas num ser humano padrão denominado de “normal”, no entanto, esquecemo-nos que a maioria das pessoas presentes neste planeta azul nem sempre se enquadram nesse tão falado padrão.


É com alguma pena que escrevo este artigo acerca da minha constante visualização do sofrimento das pessoas quando querem manifestar livremente as suas características próprias e, muitas vezes, são recriminadas por tal, ao ponto de elas mesmas começarem a martirizar-se por tais demonstrações pessoais.


Para além de ver, sinto também. Não me enquadro em nada a não ser naquela dimensão em que tudo parece estar mal aos olhos dos demais, apesar de não ser verdade. Pergunto-me, então, porque é que nós, seres de raça humana, não ficamos felizes pelas diferenças de cada um, tentando sempre chegar a um porquê do outro ser diferente de nós?


Em relação a isto, a nossa mente, caracteristicamente curiosa, prega-nos partidas, ela é forte. A cada diferença que vemos ou ouvimos, a nossa mente, tão criativa que é, começa a viajar e a imaginar a história toda, muitas vezes não chegando propriamente a um porquê, mas a vários porquês inventados que nos deixam em baixo e nos fazem julgar o outro.


Por estes motivos, por sermos assim, eu não me compreendo.


Porque, conscientemente, ajo constantemente de forma diferente do que esperam de mim. Sempre, desde que me lembro, os meus gostos foram julgados como “não normais”, que estão ao lado do “ser humano padrão” que tanto se fala.


Por este motivo, aprendi a não me conhecer, a não me compreender, a preferir estar em contacto com o meu Eu interior do que com o meu estado de consciência.

Quando medito compreendo-me, sei ser quem sou, sem estar constantemente a perguntar-me “será que vou desiludir alguém?”.


A mim não me desiludo, quando posso expressar cada sentimento, cada gosto, quando posso caminhar por onde faz sentido, quando não me deixo depender de outrem, quando tenho o meu próprio poder da palavra, quando sou livre nas minhas ações e decisões.


Muitas vezes, os seres da mesma raça que eu, que me rodeiam, não me compreendem e perguntam o porquê de eu não falar muito, o porquê de não me cativar locais com muita gente ou convívios, o porquê de eu preferir caminhar na natureza com silêncio do que ir a uma festa, por exemplo. Ao qual eu simplesmente respondo: “Ora, se eu não me percebo a mim própria, como queres tu perceber?”.


Dou esta resposta porque, a mim, não me importa chegar a um porquê acerca da minha vida, como tantas outras vezes tentei fazer. Cheguei à conclusão que, para nos aceitarmos, não precisamos chegar a um porquê sobre nada, temos simplesmente de ser, de sentir a felicidade que, para cada um de nós, tiver significado para a nossa liberdade no meio da população onde vivemos.


Estar bem é aquilo que, para nós, fizer sentido no momento presente para podermos conviver e permanecer em população.


Passei, muitos anos, em confronto comigo própria até que decidi aceitar-me e parar de tentar justificar todos os meus gostos e todas as minhas ações.


Eu sou livre, tu és livre e a liberdade é o que nos mantém estáveis e felizes onde estamos, onde somos!


Grata




Andreia Rego

Terapeuta holística no Espaço Sol & Lua

Contacto: 917801712

E-mail: andreia.rego.reiki@gmail.com

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