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O (DES)APEGO

Por Pedro Gomes

Para esta edição, escolhi falar do (des)apego em questões de relacionamentos amorosos.


Afinal, o que é o desapego? Como o podemos definir?


Na sociedade geracional em que vivemos, o desapego é praticado de forma imponderada e libertina do seu verdadeiro sentido, traduzindo-se em atitudes que apenas trazem sofrimento de forma inconsciente e duradoura.


O desapego é praticado de uma forma que adquire um comportamento de dissociação. E, então, a solução mais comum é a de separação. Desapegar através da separação, do divórcio, do abandono.


E depois o que acontece? Vive-se o desapego?


Provavelmente sim, vive-se um desapego da intimidade, um desapego de envolvimentos verdadeiros. Vive-se um desapego da coragem para a criação de um apego saudável.


O apego pode adquirir várias formas, tendo em conta as crenças, as experiências e a “formatação” da atual sociedade geracional.


A forma mais favorável de definir o apego pode ser descrita como uma mentalidade estática que ficou fixa em algum ponto cronológico ou emocional. Este é o grande motivo de muitos relacionamentos falhados.


Expondo de forma prática, de acordo com a minha experiência em contexto profissional, dentro de muitas relações amorosas, acontece que o que outrora era valorizado, tornou-se rotineiro e encarado como obrigação. Aqui cria-se um apego muito grande, crescido de forma inconsciente. O apego à rotina. O apego a uma solidão disfarçada apenas por uma presença do sexo oposto. Uma presença habitual que, de certa forma, dá uma sensação de desculpa e que a manutenção da culpa no outro serve perfeitamente os interesses do apego.


No final, todas as intenções do apego se resumem a uma só: o medo.



O desapego é algo muito bonito, então, desapegar de algo nocivo, permite-nos abrir espaço a novas possibilidades.


O desapego de que falo prende-se com a prática de atitudes, de comportamentos e não de pessoas. São aspetos muito diferentes.


A palavra desapego, dentro de um contexto de desenvolvimento pessoal e relacional, é um valor interno muito precioso que é desenvolvido com reflexão e prática.


Praticar o desapego significa manter o que é importante, apostando em vínculos afetivos ou relacionamentos pessoais com as pessoas que estão ao nosso redor.


Desapego significa saber apreciar alguém, saber envolver-se em relacionamentos com respeito e saber amar, libertando-se, assim, de correntes pesadas sem sentido atual.

O desapego é praticado na liberdade emocional, de forma honesta e respeitando as escolhas do parceiro escolhido.


Para um entendimento da melhor forma de praticar o desapego, deixo alguns critérios. Os critérios abaixo descritos são de ordem aleatória e apenas sugestões, pelo que, poderá adotar quais os que lhe podem servir mais, mediante o que pretende para a sua vida.


Você é responsável por si mesma(o)

Ninguém pode viver nem sentir por si. Portanto, torne-se consciente das suas próprias atitudes e comportamentos. Os seus resultados são fruto das suas decisões. São as suas escolhas! Dote-se de momentos diários de reflexão. Questione. Argumente e contra-argumente. Por fim, decida o que é melhor para si, tendo em conta o respeito das pessoas ao seu redor.


Invista em si

Invista em momentos que sejam só seus. Escolha um pequeno período de tempo por dia para analisar o seu dia, para vigiar o seu estado emocional, para refletir no que é valioso para si.


Seja objetivo e prático

Dote-se de momentos diários de reflexão. Questione. Argumente e contra-argumente. Por fim, decida o que é melhor para si, tendo em conta o respeito das pessoas ao seu redor. As suas escolhas influenciam a sua felicidade e a dos outros. As suas escolhas dão-lhe oportunidades de mais satisfação na sua própria vida e também na vida das pessoas ao seu redor.


Viva o Agora

Este é uma prática difícil, mas que muda todo um contexto de felicidade. Quando aceitamos que a vida é apenas o momento atual e que o passado é inexistente e, portanto, desprovido de valor, isso nos fará sentir mais leves e mais livres. Dessa forma viveremos melhor o momento presente, tomando decisões de forma consciente e com mais confiança.


Inove a sua vida

Inovar significa pegar em algo existente e dar utilidade de forma mais otimizada.

Então, inove a sua vida. A sua vida já existe da forma que a conhece. Pode optar pela sua vida tornando-a mais apaixonante e livre. Como? Muito simples, e sem necessitar de investir muito dinheiro. Aprenda novas formas de pensar (leia livros diferentes do que está habituado, dialogue com pessoas que pensam de forma diferente, participe em palestras, viaje para sítios diferentes do que está habituado, viaje sozinha(o)!).


Observe as perdas como abandonos e partidas

Reflita: Ninguém perde ninguém. Para perder algo torna-se condição necessária que tenha a posse desse algo. Perder algo implica ser o proprietário desse algo. Você pode perder as chaves da sua casa, as chaves do seu carro, a sua carteira. Mas não pode perder uma pessoa, pois essa pessoa não é sua. É dela própria, apenas.

O que pode acontecer é que as pessoas podem partir. O que pode acontecer é que pode ter tido um abandono na sua vida. Nunca uma perda.

As pessoas partem. As pessoas abandonam. A sua vida continua. Só depende de si como a quer viver a partir desse ponto.


Valorize as pessoas e mantenha-as por perto

As pessoas que amamos e que queremos por perto, devem ser valorizadas a cada dia. Isso é algo que apenas depende de si. Dar um carinho, mostrar um afeto, ter bom trato, demonstrar amor, apoiar e respeitar é um ato nobre de apego saudável.

A melhor forma de apego possível é fazer tudo aquilo que lhe traz bem-estar, que a faz sentir bem. Por isso, apegue-se à vida e disfrute sempre com um sorriso tranquilo e com curiosidade de criança.



Pedro Gomes

Coach de Vida (Coach profissional certificado Nº S495-2017PT)

Pratitioner em PNL com especialização em foco terapêutico e emocional

Desenvolvimento Pessoal, autoconhecimento, desenvolvimento de comunicação

Facebook: Pedro Gomes

Website: www.pedrogomescoach.wordpress.com

Email: apedrogomesa@Outlook.pt

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