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O MAU TEMPO E AS NOSSAS EMOÇÕES

Por Andreia Rego

É engraçado comparar todas as reações que sucedem no nosso corpo, seja por fatores externos ou internos.


Uma das grandes variações acontece consoante a mudança da meteorologia, andando nós ao sabor do sol ou da chuva. No entanto, nada nos resta fazer a não ser esperar que o tempo mude, outra vez, por ele próprio e, consequentemente, a nossa disposição e ações também.


Vou confessar que acho um pouco preocupante a forma como as nossas atitudes mudam consoante algo externo, algo pelo qual não temos controlo, pois, por esse facto, não há momento algum nas nossas vidas em que estamos de igual modo equilibrados com o nosso interno ser.


Como podemos nós ter tanta certeza de como somos, se as nossas ações nunca são iguais, se mudam sempre consoante as circunstâncias?


Para a maioria de nós, um dia bom e em que tudo corre bem, tem de ser um dia radioso, com sol e calor para podermos fazer tudo livremente, andar na rua sem nos cair em cima uma claridade cinzenta, água ou até mesmo neve, que deixariam a nossa disposição muito em baixo de forma. Pelo contrário, dizemos estar um dia mau quando o semblante se apresenta de um cinzento-escuro, que quase não distinguimos o dia da noite, sentimo-nos como se a nossa tensão arterial estivesse constantemente em baixo.


Agora pergunto, porque será que deixamos que a meteorologia decida a nossa forma de sentir e de agir?


Não é escolha nossa, nós humanos tentamos chegar a um equilíbrio que não existe propriamente. Nós, seres humanos, temos em mente uma ideia de equilíbrio mental, emocional, físico e espiritual que não existe. É muito complicado estarmos equilibrados em todas as nossas vertentes ao mesmo tempo porque, a menos que tenhamos a mente muito bem treinada, irão sempre acontecer fatores externos, como o tempo, ou fatores internos, como a mudança dos níveis hormonais, que nos levarão novamente ao desequilíbrio.


O estarmos equilibrados consiste, simplesmente, em aprendermos a lidar com todas essas alterações sem nos martirizarmos, sem pormos a culpa em cima de nós por elas existirem. A culpa do desequilíbrio não é nossa, ora, não foi uma escolha própria, ela simplesmente acontece. Nós sentimos o verdadeiro equilíbrio quando aprendemos a lidar pacientemente com todas as fases de nós próprios. Esse é o equilíbrio que tanto procuramos e ele já está em nós.


Vai chegar um dia em que vamos olhar para nós mesmo e darmo-nos conta que o equilíbrio que tanto procurávamos já o temos, já o alcançamos e sentimo-nos “perfeitos”, tal e qual, com todas as nossas fases.


Nesse dia damo-nos conta que só nos sentimos mal quando estamos constantemente iguais, pois esse é um sinal que nada acontece nas nossas vidas. Se acontece mudança, acontece evolução. E, nesse dia, vamos apercebermo-nos de que precisamos de todas as fases de desequilíbrio em nós para evoluirmos e para nos sentirmos completos e realizados.


Muitas vezes, o grande problema do ser humano é pensar demais. Se o tempo está mau, pense nos seus benefícios, se o tempo está bom, agradeça pela sua presença.


Grata



Andreia Rego

Terapeuta holística no Espaço Sol & Lua

Contacto: 917801712

E-mail: andreia.rego.reiki@gmail.com

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