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OLHAR-SE PARA ALÉM DE SI MESMO

Por Diana Pereira

A baixa auto-estima e falta de amor-próprio são alguns dos problemas mais comuns na sociedade actual. Estamos descontentes com os nossos estilos de vida, com o rumo que as nossas vidas levam e acabamos por nos culpar e criar toda uma série de sentimentos e emoções negativas por essa mesma razão.


Muitas vezes criamos até padrões de vitimização e culpamos os outros pelo que nos acontece, desresponsabilizando-nos completamente por este rumo que seguimos contra a nossa vontade, que não deixa de ser falta de amor-próprio (pois por culpa desta vitimização continuamos a arranjar desculpas intermináveis para permanecer nos mesmos padrões estagnados, que não são mais do que auto-sabotagem).


A auto-estima e o amor-próprio não são a mesma coisa, mas um não consegue existir sem o outro.


Pois, como poderia tratar de si mesmo em condições sem se amar, ou como poderá amar-se sem tratar de si, sem se estimar? São como duas cordas da mesma guitarra que precisam de ser tocadas para se ouvir o acorde perfeito. Precisamos de ambos nas nossas vidas para honrarmos quem somos, fazermos as nossas escolhas de acordo com a nossa verdade e conseguirmos relacionar-nos com quem nos rodeia de maneira saudável, sem cobranças nem dramas.


Por norma, a nossa visão do que estes dois conceitos são é bastante redutora. Falamos neles corriqueiramente, apenas como sabermos quais as nossas qualidades, valorizarmos essas nossas características positivas, sejam elas psicológicas ou físicas, e gostarmos de nós por isso, não nos submetendo unicamente a agradar o outro. Mas é “tão” mais do que isso.


É sabermos quais as nossas qualidades, mas também quais os nossos defeitos, e aceitarmos que assim somos, sem nos culparmos ou recriminarmos por agirmos, pensarmos, sentirmos como o fazemos. É sabermos que merecemos todo o bem que recebemos, mas que somos responsáveis pelo bem e pelo mal, por todas as consequências das nossas acções – pois sabermos quais são os nossos defeitos já é meio caminho para mudarmos essas acções e quebrarmos ciclos que só nos trazem dor e sofrimento como consequência – e isso também é amarmo-nos.


É, não só, resolvermos as nossas emoções e relação intrapessoal, mas também transpôr isso para todos os campos das nossas vidas – relações interpessoais, escolhas, objectivos de vida.


É, não só, nos nutrirmos emocionalmente, mas também mentalmente, espiritualmente e fisicamente. É saber dizer não a relações tóxicas, a trabalho que não tem de ser nosso, a pesos que não nos vão servir mais nas nossas vidas. É não ter medo ou culpa de receber. É saber dizer sim ao prazer, à vida, às coisas mais simples, saber senti-las, aproveitá-las, saber que se merece esse bem-estar, esse conforto.


É dormir bem, descansar bem, dedicarmo-nos ao que mais gostamos, apanhar sol, ver o mar, subir às árvores, rodearmo-nos de amigos, de gargalhadas, comer de maneira saudável e natural, é levantar-se do sofá, é não se entregar aos químicos para mascarar aquilo que pensa não ter capacidade de lidar, de enfrentar, ainda que tenha. É saber que não precisa de nada nem ninguém para ser feliz, mas saber que se sente tão feliz que precisa dos outros para transbordar o amor que sente por si e pela vida (pois não será a mesma coisa, no final de contas?).


Vá para o espelho que tiver mais perto de si neste momento. Olhe-se. Para lá de tudo o que já lhe disseram, para lá de tudo aquilo que se convenceu ser verdade, para lá de todos os preconceitos, de toda a sua dor e mágoa. Olhe-se. Lembre-se de tudo o que já passou para chegar aqui, da sua essência, daquilo que o define, de quem realmente é. Veja a força dos seus olhos, do seu sorriso (ainda que apenas se esteja a rir das figuras que está a fazer, aí sozinho especado a olhar para o espelho).


A vida é mesmo isto. É intensidade e leveza, sempre em constante fluxo harmonioso. Não leve a vida demasiado a sério. Lembre-se que é muito mais do que apenas o reflexo do que o rodeia e aja como tal. Ponha entusiasmo e magia em cada passo que dá. Crie ondas de impacto. Mostre o seu valor. E acredite que o tem.


Muito Amor,



Diana Pereira

Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta

+351 96 581 58 58 / moonlight073@outlook.pt

www.moonlight-terapias.blogspot.com



*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico

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