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OS SONHOS E A RESSONÂNCIA COM A NOSSA ESSÊNCIA

Por Diana Pereira

Com todas as nossas obrigações do dia-a-dia, costuma sobrar pouco tempo para pensarmos a que destino o comboio da vida nos vai levar. Às vezes, apanhamos até o comboio errado e nem damos conta antes do final da viagem.


Mas com o despertar da consciência começamos a questionar: que rumo estou a tomar? Para onde quero ir? Qual o caminho que quero levar até lá? É aqui que entramos em contacto com o que somos e que o que somos toca o que queremos – os nossos sonhos.


Quando falo de sonhos não me estou a referir a bens materiais como muitas vezes ouvimos – o meu sonho é ter um Ferrari, uma casa na praia, férias nas Maldivas... O que estou a falar é algo muito mais profundo do que isto.


Estou a falar do que viemos ser e fazer neste mundo. É a nossa missão de vida.


É o que ressoa com a nossa alma, aquilo que sabemos que precisamos de fazer para sermos felizes. É aquilo que faz o nosso ser pular de emoção quando falamos sobre isso. É aquilo que nos faz esquecer o tempo quando o fazemos. Nem mesmo nos lembramos de comer ou dormir.


Por vezes, estes sonhos são as lições que viemos aprender na Terra. Seja aprender a fazer algo, a dar algo aos outros, a sentir algo ou aprender algo sobre nós mesmos, que os sonhos nos dizem muito sobre o que somos verdadeiramente, sobre a nossa alma. Mas também aprender sobre superação, contornar obstáculos, foco, força de vontade.


Outras vezes ainda estão relacionados com vidas passadas, com trabalhos que lá deixámos por concluir, ou com as coisas que mais gostávamos de fazer nessa altura. Se fui jardineiro, então agora o que mais quero é mexer em plantas; se fui mãe de 10 crianças, agora posso querer ser educadora de infância, por exemplo.


Pode ser algo que gostamos muito de fazer e nem sabemos o porquê, ou algo em que somos muito bons desde sempre, que sempre fizemos sem esforço enquanto outros têm de dar o máximo para ficar minimamente bem, como é o caso da arte. Existem muitos artistas que deixam fluir naturalmente, fazendo grandes obras de arte sem qualquer dificuldade.


Qual, então, a importância de seguirmos os nossos sonhos? É quando perseguimos os nossos sonhos que honramos quem somos.


Não há maior prova de amor do que permitirmo-nos fazer o que precisamos de fazer para sermos felizes. Seguir os nossos sonhos é deixar a vida fluir através de nós e das nossas acções. É estar em sintonia com os planos superiores que se manifestam através de nós, é cumprir o nosso papel, é fazer parte da incrível teia da vida. É seguir a nossa natureza ao invés de a negarmos e recalcarmos.


Quando não fazemos o que a nossa essência nos diz, acabamos com aquilo que eu chamo de “doenças da alma”, como a depressão e a ansiedade, que são cada vez mais comuns nos dias que correm. Ficamos desmotivados, desligados, nada faz sentido, nada vale a pena. Sentimo-nos perdidos, sem saber que rumo tomar. Já sabemos que as doenças físicas começam na alma, por isso, problemas físicos acabam por se ir instalando, mais tarde ou mais cedo, se nada fizermos para mudar esta realidade.


Muitas vezes as pessoas nem mesmo sabem qual é o seu sonho, a sua missão, e é esta a causa de se sentirem perdidas. Isto pode acontecer por várias razões. A primeira é a desconexão em que permanentemente nos encontramos por conta desta sociedade rápida e exigente em que vivemos, que não nos permite parar para sentir e reflectir. Estamos constantemente a correr de um lado para o outro a resolver problemas, a apagar fogos, a cuidar dos outros, a trabalhar a mais.


O que nos leva a outra das causas, relacionada intrínsecamente com a desconexão - a falta de autoconhecimento. Seja por conta da desconexão que já referi, seja pela falta de interesse em fazer este trabalho de auto-reflexão, ou mesmo pela incapacidade e medo de lidarmos com a nossa sombra, a maior parte de nós não sabe quem é, o que quer, nem para onde vai.


Se não nos analisamos, não nos ouvimos, não nos permitimos sentir, então, não estamos a viver. Podemos mesmo acabar a perseguir um objectivo que nada tem a ver connosco, não ressoa com a nossa alma, que nos leva cada vez mais longe da nossa essência.


Para encontrarmos esta missão de vida podemos usar várias técnicas. A minha sugestão é que vá buscar um papel e uma caneta e que comece a responder a estas perguntas. Não pense muito no que vai escrever, simplesmente escreva, sem medos. Ninguém vai ler para além de si. Deixe que seja o seu coração a expressar-se, e não a sua cabeça, só assim conseguirá respostas verdadeiras.


  • Quando pensa em algo que adora fazer, qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça?

  • O que mais gostava de fazer quando era criança?

  • Qual a tarefa/acção/capacidade que sempre conseguiu fazer bem e sem qualquer esforço?

  • O que faz com gosto que o faz perder completamente a noção do tempo ou do mundo à sua volta?

  • O que gostaria de fazer o resto da sua vida?

  • O que o faz sentir-se completamente feliz e realizado?

  • Em criança, o que queria ser quando fosse grande?

  • O que tem necessidade de fazer para relaxar e descomprimir?

  • Se tivesse que escolher trabalhar noutra qualquer área profissional, qual seria?

  • O que mais ama na vida?


Agora que já respondeu a todas estas perguntas, avalie cuidadosamente cada uma das suas respostas. Elas podem não o levar directamente à resposta que procura mas, se estiver atento, se se ouvir, saberá qual o caminho que a sua alma lhe está a pedir que siga.


Já sabe o que veio fazer ao mundo. Agora, ponha mãos à obra. Comece por reservar 20 minutos todos os dias para fazer o que mais gosta e vá aumentando gradativamente. Não ligue ao que os outros possam dizer ou pensar. Este é o seu momento e o de mais ninguém.


Faça um plano, marque na sua agenda, estipule o que vai fazer e não se permita desviar-se da sua tarefa, nem que os outros o desviem. Aplique-se e conseguirá retomar o caminho do seu coração.


Muito Amor,



Diana Pereira

Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta

+351 96 581 58 58

moonlight073@outlook.pt

www.moonlight-terapias.blogspot.com

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