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POR QUE NASCEMOS COM AQUELAS PESSOAS E NÃO COM OUTRAS?

Por Ana Guerra

Muitos interrogam-se porque vivem na família que vivem, uma vez que se sentem desajustados, outros porque não sentem afinidade por todos os elementos com a mesma intensidade, outros porque são muito fortes os laços que os unem.


Aquilo que faria sentido antes e durante a Idade Média, e ao longo dos séculos e pela caminhada da humanidade e mesmo segundo a cultura de cada povo, hoje ainda perdura nalguns pontos do globo e noutros tornou-se obsoleta; todas essas mudanças fazem parte de estruturas sociais, às quais não irei delinear, só se fôr pertinente.


Umas teorias dizem-nos que não nascemos por acaso, com aqueles, que nesta vida consideramos como pais biológicos. No entanto, nem todas as famílias são constituídas dessa forma, e por esse motivo, deixam de ser uma família (aliás, acontece agora como ao longo de toda a Humanidade?


Então, sob esta perspectiva podemos considerar que família são aqueles que fazem parte de um agregado que está unido por laços consanguíneos, directos ou não, e por laços (adopção legal ou não), apesar de todos estarem ligados de alguma forma a nível emocional).


Sabemos que ainda há quem considere (devido a uma cultura institucional) que família é dada pelo nome de família masculina, para que seja perpetuado algo que antes existia, e que deixou de fazer sentido: Como o  legado de uma nobreza, um brasão, uma “família” com determinada riqueza que se deseja manter segundo os laços de sangue.


Ao longo do tempo e que apesar de não parecer, tem vindo a perder algum valor esse conceito. Cada vez mais os seres humanos valorizam o que os seres são como seres e não pelo que possuem.


Voltando atrás, quando referimos porque nascemos com aquelas pessoas e não com outras.


Ora, algumas teorias indicam que por existe um carma, outras porque aqueles seres têm laços seculares, outras por que existem missões às quais se comprometeram;  se virmos segundo um ponto de vista mais biológico, científico, os motivos cingem-se às afinidades e uma atracção.


Ora bem, talvez o crucial é vivermos a família como acreditamos o que é para cada um de nós, e desapegarmo-nos do que uma sociedade dita ou preconceito.



Algumas pistas que te podem ajudar a compreender o que vives:


- seguindo a Teoria da Funcionalidade, o que nos acontece tem um motivo. Estes seres estão ligados por laços de sangue, ou outros, pelo simples facto que existem aprendizagens a serem vividas. Ora, se aqueles não tivessem as características que têm, a oportunidade de crescerem não seria tão clara, objectiva. O desafio é descobrir que lições de vida estão patentes.


- efectivamente, para quem aceita, e concorda, faz sentido, os seres que estão juntos pelos laços familiares podem ter situações para resolver, que ficaram pendentes de outras vidas; algumas pessoas parece que não conseguem compreender a dificuldade de uma relação, e quando descobrem a razão e a solução desse bloqueio, vivem de modo mais tranquilo;


- alguns seres que se sentem desajustados e têm comportamentos mais assertivos, é provável que tenham aceite a missão que transmitir algo diferente aos restantes membros: AMOR. É um desafio gratificante quando se descobre como desempenhar essa tarefa;


- ser pai e mãe não são os que geraram um ser biologicamente, isto é, não é uma condição “sine qua non” para se formar uma família nem está implícito a garantia que reúnam as condições para a mesma; estar presente nos momentos do crescimento é que faz de ti um pai, uma mãe, e desejar aprender a viver isso.


- ser filho também tem responsabilidades num “clã”; toda a aprendizagem para se erguer como um ser maduro, preparar-se para criar a sua “domus”; por outro lado, existe o desafio de se erguer e olhar para si mesmo, como ser único.


Qual o maior objectivo, nos dias de hoje, ao escolher viver em família?


O maior legado que podemos transmitir é vivermos o que somos; largando alguns valores com os quais crescemos e que deixam de fazer sentido, cada vez mais.


Sermos responsáveis, termos consciência de que cada elemento tem uma função a desempenhar e que juntos podem realizar o mais desafio humano: AMAR E SER AMADO!



Ana Guerra

Terapeuta Holística - Magnified Healing

Email: sonhodumavida@gmail.com

Facebook: Sonho De Uma Vida

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