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QUANDO DAR O SEU MELHOR?

Por Diana Pereira

Talvez seja o tipo de pessoa que é profundamente exigente consigo mesma e com os outros, ou talvez até seja mais relaxado nas suas relações intra e interpessoais, mas no que toca aos seus objectivos nunca desiste e leva as suas acções sempre no que pensa estar de encontro ao que quer atingir – ainda que, por vezes, não sejam exactamente as acções que deveria tomar, ou não as esteja a pôr em prática como deveria.


Por vezes, chega um momento em que nos questionamos sobre um monte de coisas: estaremos no caminho certo? A tomar as decisões certas? A apostar no melhor cavalo? Estaremos a esforçar-nos em vão?


E estas questões podem surgir por várias razões: não estamos a atingir os nossos objectivos, parecemos parados no vácuo sem andar para a frente, recebemos críticas dos outros (que, por vezes, até são construtivas, mas já estando semeada a semente da dúvida, da baixa auto-estima ou do medo... germinam num instante com o mais pequeno fertilizante).


Não há problema em questionarmos, em duvidarmos, em pormos em causa. O mais importante é não nos deixarmos levar por uma onda de negatividade sem fim, que nos afasta do nosso caminho e nos faz perder numa espiral da qual é difícil sair.


O questionamento é sempre uma oportunidade de reflexão sobre as nossas acções, é uma oportunidade de analisarmos o que estamos a fazer, perceber o alcance das nossas acções, percebermos os erros e levarmos o barco de volta à rota que deve levar para chegar a bom porto. Este momento de dúvida pode e deve ser aproveitado em nosso proveito ao invés de ser uma desculpa para nos refugiarmos na vitimização.


Quando devemos então desistir de algo?


Há vários sinais que nos apontam para o momento em que percebemos que não vale a pena continuar a teimar no que não nos leva a lado nenhum. Um dos primeiros sinais é um desgaste permanente, um cansaço que não passa, que se mantém. Estamos a gastar, constantemente, a nossa energia em algo que já não faz sentido. A nossa alma sabe, mas continuamos.


O cansaço físico e mental que daí advém é o sinal de que temos de parar. Ficamos sem vontade de o continuar a fazer, completamente desmotivados. Não sentimos qualquer vontade de nos levantarmos de manhã para lutarmos e se o fazemos é completamente contrariados. Muitas vezes, esta desmotivação acaba por levar à depressão, se não soubermos lutar contra ela enquanto ainda é tempo.


Sentimos que não nos identificamos mais com o que estamos a fazer. Já não há paixão, garra, ânimo. Nada tem a ver connosco. A nossa alma não se consegue expressar nessas acções. Chegamos ao ponto de não saber porque o estamos sequer a fazer, mas já o fazemos há tanto tempo, porque naquela altura fazia sentido, então continuamos a fazer na tentativa de salvar a situação. Quando não sabemos o que fazemos, fazemos qualquer coisa por acharmos que estamos a fazer bem.


Imagine-se daqui a 5 ou 10 anos. Onde quer estar? Como se imagina? As acções que está a tomar, os seus esforços, vão levá-lo lá? Vale mesmo a pena continuar com as acções de sempre que acabam nos resultados de sempre?


Por vezes, é importante até ouvirmos os que nos rodeiam e que se preocupam connosco, mas também de pessoas mais neutras que possam ser imparciais na sua opinião. Quem nos rodeia tem uma visão de fora do problema e pode, mais facilmente, notar alguns erros e até dar sugestões de soluções para os problemas. As pessoas que gostam de nós e que nos conhecem bem conseguem ajudar-nos a dar conta de coisas que não conseguimos ou não queremos ver. Às vezes, são os primeiros a alertar para o facto de não estarmos no caminho certo, antes mesmo de nos apercebermos por via do hábito.


Quando então deve regar as flores que plantou? Não é difícil percebemos, através dos pontos anteriores que já enumerei, mas há várias perguntas que podemos fazer.


Primeiramente, acrescenta algo à sua vida? Leva-o no caminho da sua realização pessoal? Como se sente quando o faz? Quando fazemos o que nos leva ao caminho certo não nos sentimos desmotivados, cansados, esgotados. Pelo contrário, quando mais nos esforçamos, quando mais damos, mais energia sentimos. É como se nunca nos cansássemos de o fazer, é um combustível para a alma.


Questione-se: é o que se imagina a fazer até ao fim dos seus dias? De tal modo gosta e sente o que faz que se imagina a fazer o resto da sua vida? E a pergunta mais importante de todas: É o que o faz feliz? Se a resposta for positiva, é meio caminho para o sucesso. Divirta-se na jornada e cedo chegará ao seu objectivo sem se dar conta disso.


Sinto que todos nós sabemos quando devemos ou não abandonar o que já não cresce mais nas nossas vidas. Muitas das vezes, podemos é não querer aceitar que determinado ciclo chegou ao fim, usualmente por medo do novo, do desconhecido.


Passamos a perpetuar práticas e acções que sempre fizemos mas que já não têm qualquer efeito no presente. Tentamos, desesperadamente, salvar algo sem salvação e vamos afundando ao mesmo tempo. É como tentar tirar água de um navio que se afunda, utilizando um balde de fazer castelos de areia.


Por vezes, temos de aceitar que o melhor a fazer é, simplesmente, saltar do barco.


Muito Amor,


Diana Pereira

Mestre de Reiki, Taróloga, Cristaloterapeuta

96 581 58 58 / moonlight073@outlook.pt

www.moonlight-terapias.blogspot.com



*A autora não aderiu ao Novo Acordo Ortográfico

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