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SEJAMOS ESTRELAS

Por Patricia Tolezano

Duas estrelas conversavam despreocupadamente enquanto admiravam o Universo:

-Nossa, como o seu brilho ilumina tudo à sua volta! Você é Impressionante!

-Mesmo? De onde estou, vejo apenas o brilho do seu olhar. E a luz que emana dele é que impressiona!


Estando uma de frente para outra, permaneceram a admirar-se mutuamente até os seus olhos se cruzarem e a luz expandir. Encantadas que estavam uma com a outra, não se aperceberam que eram os seus próprios reflexos que aumentavam a extensão da luz.


Estrelas são corpos celestiais que com luz própria, brilham por milhares de anos-luz e o que se avista é o brilho que um dia lá existiu e já se apagou. Neste processo, passado e presente misturam-se para dar uma nova perspetiva. Assim, tudo está na forma de olhar e pensar esta luz.


Externalizar é uma das maneiras mais fáceis para enxergar as diferentes intensidades e formas de luz que emanam destes seres especiais que nasceram para iluminar.


Entretanto, é dentro que se dá o verdadeiro espetáculo reflexivo deste brilho. São tantas as explosões e transformações invisíveis a olho nu que uma estrela passa antes de deitar luz sobre o caminho que ela pode simplesmente apagar-se antes mesmo de darmos conta da sua existência. Entretanto, mesmo assim, ela persiste na sua missão, que é luzir. Não porque algo ou alguém mereça, mas porque é só isto que elas sabem e merecem fazer.


Estáticas ou viajantes, pequenas ou grandes, quentes ou em processo de esfriamento, mais ou menos brilhantes, vistas na separatividade ou unidas pelas diversas constelações, todas estão alinhadas no seu propósito e se há algumas que ainda buscam o seu lugar, elas fazem-no sem perder o encanto. Mesmo bastante estudadas e entendidas, mesmo sem grandes mistérios a desvendar, a relação criada entre as várias estrelas acende qualquer caminho, jogam luz e mostram sombras onde antes só havia escuridão e refletem a intensidade invulgar da esperança de que os nossos reflexos expandidos possam transformamo-nos em grandes pontos de luz no mundo.


Neste momento, uma estrela cadente risca o céu e estas duas grandes-pequenas estrelas terrenas percebem que iluminar - sozinhas ou em conjunto - é o seu dom natural, o seu ato essencial, algo a que denominamos missão. Ao vislumbrar esta nova faceta, enchem os seus corações de uma esperança silenciosa e respeitosa e fazem um único pedido àquele céu salpicado dos reflexos da sua própria luz: não importa o que aconteça, vejamos e sejamos todos estrelas.


Agora, resta-lhes apenas sorrir e piscar o olho para o último vislumbre, pois

"Enquanto as estrelas – da terra ou do céu – brilharem, ainda haverá esperança na vida."


Namastê! A estrela que há em mim saúda a estrela que há em ti!



Patricia Tolezano

Jornalista, escritora, poeta, terapeuta de Reiki e leitora de aura

patriciatolezano@gmail.com

https://www.facebook.com/patriciatolezano.com.br/

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