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TÃO SIMPLES QUANTO RESPIRAR!

Por Patrícia Tolezano

Um dia destes, resolvi na última hora ver o por do sol. Sentei, apreciei a vista, enchi meu coração de amor e gratidão e aplaudi o belo espetáculo da natureza que é o recolher do sol.


Poderia ter sido os pingos da chuva, o caminhar das nuvens, o surgimento da estrela, o despertar da lua, as ondas do mar, a brisa, o belo ser humano que se encontrava ao meu lado e até a minha simples existência. Foi o sol porque ele estava ali se pondo para mim. Simples assim…


Agradeci a tudo isto enquanto me despedia do espetáculo solar e me dei conta de que há mais shows quotidianos nas nossas vidas que sequer paramos para espreitar, respeitar, que dirá apreciar e agradecer. Foi tão bom que enchi-me de energia. E comecei a agradecer a tudo: à vida. Ao universo. Ao acordar. A ser quem sou. A ter o que tenho, não importa o que seja. A tudo no geral e a simplesmente o que parece ser nada: o ar que respiro.


A vida está perfeita? Sim. Pois o que é mais perfeito que dormir e acordar respirando sem se dar conta de como isto ocorre?!


Respirar é um milagre tão simples que não agradecermos e aplaudimos cada segundo em que ele ocorre. Agradecemos a compra do carro novo, da casa, dos itens considerados de sonho. Alguns de nós sofrem por não tê-los. Somos gratos pela saúde da família, os gestos amorosos dos amigos, pelo emprego, pela promoção, pelo dinheiro no banco, pelo amor. Entretanto, esquecemos de comemorar a aquisição do sopro da vida que inalamos metódica e distraidamente.


Ao fim, uma leve brisa roçou o morro. Por alguns instantes, o Universo respirou cheio de si e de vida, tendo-nos como testemunhas. Ele inalou a plenos pulmões e mostrou toda a sua plenitude e vigor como se quisesse mostrar que nada ocorre sem ele: o ar.

Entre deslumbrada e inspirada, dei-me conta que sem o ar que sorri nos vales dos nossos pulmões não poderíamos viver e vivenciar os sabores e dissabores da vida, não poderíamos apreciar o que somos, nem o que temos; o que vimos nem o que sentimos. Sem ele, não existimos.


Portanto, antes de sorrir ou chorar as vicissitudes da vida, seja grato pela simples razão de ter um pouco da brisa do Universo em seus pulmões e sopre alto e forte em sinal de reverência à sua existência. O ato de agradecer deveria ser tão simples quanto respirar!


Vamos começar?



Patricia Tolezano

Jornalista, escritora, poeta, terapeuta de Reiki e leitora de aura

patriciatolezano@gmail.com

https://www.facebook.com/patriciatolezano.com.br/

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