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UMA ESTRADA CHAMADA VIDA

Por Patricia Tolezano

Viver é uma eterna busca pela felicidade. E, na procura dela, trilhamos nosso caminho. Uma estrada cheia de entroncamentos, chamadas escolhas, e a contramão, dita renúncia.


No passeio cruzamos com aliados, amigos, colegas, familiares, parceiro(s), amor (es); todos espelhos com quem podemos, ao mesmo tempo, aprender e ensinar.

Os ensinamentos podem-se dar pelo amor ou pela dor. A escolha é livre, mas a consequência não é arbitrária.


Assim como não é arbitrário os encontros. Todas as parcerias, sejam elas amorosas, comerciais, temporárias ou atemporais são sinais de tudo que precisamos e nos permitimos receber e dar. Hora somos potentes faróis iluminando nosso caminho e auxiliando os demais passageiros, noutra, simples lanternas à espera da luz alheia.

O que for missão, permanece. O que for lição tem o seu tempo certo e temos que aprender a deixar fluir.


Mas, para fluir, precisamos, algumas vezes de desapegar. De sentimentos, situações, coisas e até pessoas. Ah, como isto é difícil!


Entretanto, necessário. Não conseguimos seguir adiante nesta estrada chamada vida se olharmos apenas para e pelo espelho retrovisor e pilotarmos em marcha atrás. Assim como olhar para trás é uma análise minuciosa do que passou, recuar pode ser um auxílio para estacionarmos enquanto não podemos seguir. E seguir sem o peso do que não nos serve mais, traz um alívio inebriante e é um passo, uma largada para o novo que virá.


E, se em algum momento, precisarmos sair da estrada, pegar o acostamento e descansar, não há problemas se usarmos apenas como paragem para recomeçar a viagem ou mesmo traçar uma nova rota e chegar a um novo destino e curtirmos “Novas folhas, novas flores, na infinita bênção do recomeço.", como nos ensinou o ser de luz chamado Chico Xavier.



Patricia Tolezano


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